TECNOLOGIA AVANÇADA GARANTE AUMENTO NA PRODUÇÃO DE TILÁPIAS

novembro 08, 2021

Cerca de 110 mil propriedades trabalham diretamente com tilápias no Brasil. Estima-se que o setor cresça, somente neste ano, mais de 10% - o que soma-se à crescente do ano anterior, a qual marcou 12,5% de avanço.

Agora, visto o sucesso setorial, algumas dessas empresas e/ou propriedades resolveram investir em tecnologia de ponta para aumentar a produtividade e qualidade do produto.


Uma dessas inovações vem de uma empresa no estado de São Paulo. Uma companhia vem aplicando diferentes técnicas dentro das estufas para desenvolver melhor os peixes quando ainda estão nas fases de criação, isto é, quando as tilápias ainda são alevinos.

O sistema de bombas, por exemplo, recircula a água o tempo todo, reduzindo assim a reposição a apenas 5% ao mês.


Lá, investe-se também na transformação da matéria orgânica, a qual garante que a tilápia tenha uma melhor composição muscular e, futuramente, um filé mais saboroso.

 

Vacinação

Quem trabalha com esse tipo de serviço teme as doenças, tendo em vista que, se o cardume (ou parte dele) adoecer, a renda se esvai, causando um prejuízo considerável. Por isso, uma propriedade paulista resolveu inovar e investir na vacinação contra a doença do olho esbugalhado, doença esta que pode matar as tilápias.

O processo utilizado hoje na grande maioria dos criatórios é todo manual, peixe por peixe. Mas, com o equipamento da propriedade, basta colocar os animais em uma canaleta que a máquina faz todo o serviço. Um sensor chega até mesmo a identificar o momento certo da vacinação.


Com isso, cerca de 5 a 7 mil peixes podem ser vacinados por hora, garantindo assim uma produtividade até três vezes maior.

Vale destacar também o melhoramento genético trabalhado na propriedade. O criatório trabalhou para que o peixe ficasse mais redondo, com um lombo maior e com uma cabeça menor, caraterísticas extremamente atrativas para o mercado.

 

Tanque redondo

Invenção brasileira, o tanque redondo pode ser encontrado nas águas do Rio Grande, divisa dos estados de São Paulo e Minas Gerais, e já é considerada uma das mais modernas estruturas para criação de tilápias.

Opiniões especializadas afirmam que o formato redondo é o que melhor se adapta à condição do rio.


A estrutura permite alcançar uma velocidade suficiente para renovar o oxigênio dissolvido na água, mas não para fazer com que o peixe fique nadando contra a correnteza, o que exigiria mais energia do animal.

Um grupo de empresários, apoiados por pesquisadores do Instituto de Pesca de São Paulo e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), deram início a esse projeto em 2015.


Fonte: Globo Rural

You Might Also Like

0 comentários